Então ele pegou a minha mão e disse:
-Diga mãe, houve festa no dia em que eu nascimento? Ou foi mais um dia de doer, o dia do meu nascimento?
Fiz um longo silêncio, daqueles que se faz sempre que um bom acontecimento pede espaço na nossa memória.
Depois, tudo parecia hoje. O dia vinte e oito, mais parecia o dia nove. Ele me fez reviver com precisão o agito da maternidade, as pediatras tomando ele nos braços e pondo no berçário para que as visitas pudessem vê-lo tão pequenino, e já tão vivo. E ele olhou pra mim e disse só no olhar:
- Mãe, aumenta o volume das minhas palavras. Quero fazer ruído térmico no ouvido do leitor.
E foi assim, bem no meio da XV Feira Pan-Amazônica do Livro que você nasceu, meu querido e Pequeno Livro de Poemas Para Vestir Bem.
E depois de ti, houve longos dias de resguardo que jurei nunca mais parir versos.
Mas eu não mando em mim!
Rsrsrsrsrsrs. que bom que vc não se governa! Poeta!
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